Um monte de cachorros

Nunca pensei que ia passar perrengue com meus amigos de quatro patas. Os cachorros né.

Pois é cada uma que acontece, estávamos no meio de uma das nossas travessias, saca aqueles trekkings rústicos, indo de Uruburetama para Itapipoca por cima da Serra.

A Travessia

Passamos por várias regiões Bananal, Grota Funda, Itapicu, Jatobá, Itaquatiara, Vila Velha, Maravilha, São Gonçalo, Itapipoca e Picos. 

E na estrada para Picos tem algumas coisas ali que nos soa familiar, mas é claro, a fazenda da tia e do tio amigos da família.

Chegamos a fazenda no fim da tarde, tudo massa, muita conversa, colocamos os assuntos em dia. Pessoas que valem a pena rever, trocar uma ideia ou só ouvir.  

A comédia foi quando fomos dormir. Fiquei no quarto no final do corredor ao lado do quarto da tia. Sabe como é casa de interior, essas com um varandão e várias portas.

Cachorros [Latidos]

Muitos cachorros

Acordei no meio da noite não sei ao certo o horário, os cachorros da casa grande latindo sem parar. 

No início achei normal. Os cachorros latem né. O meu se um calango passar no muro a festa está feita… Kkk.

Não sei se você tem isso também, eu quando me sinto ameaçado e não sei o que exatamente que me atrai e está me dando essa sensação. Eu vou pra cima!

Veja bem, se eu não souber o que é? Porque se eu ver uma onça ou uma cobra por exemplo. A minha atitude é diferente, claro!

Poie é, só que o tempo foi passando e os latidos começaram a ficar mais fortes, cada vez mais fortes, teve uma hora que os pobres dos cachorros estavam latindo desesperados.

Fui até a porta da tia para ver se eles também estavam ouvindo. Até porque, não tinha como não ouvir.

Dei uma batida e encostei o ouvido na porta, lá da tia uns cochichos e silêncio. Achei melhor deixá-los em paz, melhor saber de manhã! 

Primeiro grunhido

Então ouvi aquele grunhido muito forte que parecia aquelas histórias de terror que contamos na beira da fogueira, não sei bem como explicar, fiquei todo arrepiado.

Ouvi os cachorros chorando e imediatamente correram em desespero pra trás da casa. 

Pensei né, o que que pode ter assustado tanto os cachorros pra essa reação?  E tentei abrir a porta pra ver o que estava acontecendo. 

Já ouviu aquele ditado? “A curiosidade matou o gato”.

Pois é. A curiosidade estava grande, peguei meu facão de pica mato numa mão e ouvi um segundo grunhido, esse parecia está na varanda da casa. 

Meu filho, nessa hora eu travei, não consegui abrir a porta de jeito nenhum! Eu queria muito mais não conseguia virar a chave. Que situação desesperadora!

Dava para escutar uma respiração forte e ameaçadora por trás da porta, quase que eu me mijo nessa brincadeira.

E eu travado do lado de cá. Sem reação nenhuma! A respiração foi se distanciando, se distanciando e passou.

Voltei pro quarto e não consegui pregar o olho agarrado com meu facão.

Doido pra que o tio ou a tia acordassem logo pra perguntar o que tinha acontecido? Se eles tinham ouvido? Se foi a primeira vez? O que era aquilo?

Os meninos, bando de lesados com sono pesado disseram que não ouviram nada. 

Então me aproximei da tia na hora do café e perguntei o obvio kkk: “Era um lobisomem?”

Aí sabe como é, ambos se olharam em silêncio assustados com olhares comprometedores e então a tia disse: “Que é isso menino? Não existem essas coisas!”.

Conclusão

Pois é, cachorros ou um simplesmente um cão raivoso. Por mais estranho que possa parecer, há segredos que não podem ou não devem ser revelados.

É mais interessante ficar como aquelas histórias contadas à beira da fogueira. 

Pessoas em volta da fogueira

E se liga. Vai fazer trilha, é bom estar com alguém responsável. Pois numa hora que a emoção falar mais alto que a razão, é bom ter uma pessoa pra questionar as escolhas. Do mais, “cai dentro“!

E mais uma dica para aumentar seu conhecimento é o Curso Essencial de Sobrevivência para Trilheiros e Turistas, [vale a pena conferir]

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