Cavalinho abandonado

Pois é galera, Mad Max, quem lembra? O Naldo veio me dizer que tinha um cavalinho de carreta coberto de mato na região do Corrupião.

Esse detalhe acabou por nomear essa expedição exploratória.

Por que Mad Max

Em alusão aquelas máquinas do primeiro filme. Pegamos uma estrada de terra e fomos até o dito caminhão, que não era o único.

Início da Expedição

Chegamos no Corrupião umas 3 horas da tarde, a intenção foi pegar as belezas da região no fim de tarde.

Então você começa a caminhada e se depara com dois cavalinhos de carreta abandonados já a algum tempo.

O que deu nome Mad Max à expedição está com parte do motor aparente o que dá mais sensação de abandono, dá até pra nomear também com “the walking dead” que não fica muito distante.

Tiramos várias e várias fotos e emburacamos no mato. Nos disseram que tinham muitas Lagoas na região. E como nessas expedições se perder na mata é quase um desejo 😁

Rastreando a Trilha

Entrei com o Naldo numa trilha de animal. Segundo o Naldo né, se a trilha é de animal, deve ser trilha de preá pois o rastro quase não se vê.

Pense numa mata silenciosa! O que trás algum receio, mata silenciosa é sinal que tem predador na área, considerando que já viram até onça de menor porte por ali, jaguatirica para os íntimos.

É um pouco preocupante já que o mato é bem fechado…

Mas a frente encontramos uma trilha de humanos [dá para sacar pelo lixo jogado na trilha] que nos levou a uma clareira, um lago que quase não dá para vê.

Se o cabra passa aqui no escuro com certeza vai se molhar bem fácilzinho. Água de um lado e do outro os restos de um fogão todo retorcido, Madmax né!

Seguimos em frente sempre marcando a trilha para que se caso de emergência, alguém pudesse nos achar com menor dificuldade.

A Passagem

Opa, tá ficando bom. Um buraco na cerca, nem precisa pular!

Então passamos da cerca e entramos em uma área com uma vegetação baixa, menos de um metro de altura, o que parecia ser uma estrada carroçal há alguns meses.

Aí oito metros depois da cerca a vegetação já volta a ser bem fechada. Ali é área protegida de ações do homem! E isso explica a aparição de animais maiores da vegetação litorânea da região!

Animais que povoam a região

Além de roedores, raposas e jaguatiricas, os anacés da região nos falaram de uma cobra de veado(jiboia) de mais de seis metros que vivia pendurada no telhado da casa de estrume.

Depois que os bombeiros tentaram sem sucesso tirar ela de lá. Simplesmente sumiu. Dizem até que está morando em uma casa abandonada ali perto.

Continuando a aventura

Como está perto de escurecer, seguimos por outro caminho. Outro buraco na cerca mais a frente. É ali mesmo!

Como sempre, eu ando com minha calça comprida dobrada, e quando entro na mata mais fechada eu baixo para me proteger de certas plantas, insetos e animais.

O Naldo com a fixação dele de sempre andar de bermuda, costumo sair todo ralado e cheio de picadas de insetos das aventuras.

Seguimos por um rasgo na mata em direção a um morro. É sempre bom ir ao ponto mais alto pra ter uma ideia de onde estamos e pra onde vamos…

Bem uma hora caminhando e parando pra fotografar. Chegamos ao topo do morro, a nossa frente uma bela vista e um dilema.

Dilema

Temos mais ou menos meia hora de luz natural. Voltamos pelo caminho que viemos e com certeza vamos fazer parte da trilha a noite?

Ou nos embrenhamos no mato fechado, sem trilha e pegando quase uma linha reta de onde entramos no dito cavalinho Mad Max?

Quem nos conhece vai na segunda opção. kkkkk

Mata Fechada

Uma decida ingrime cheia de paus e cipós pra se agarrar e evitar uma boa queda. O tênis ajuda nessas horas ao contrario, se eu pego uma superfície mais lisa é chão na certa.

Tínhamos meia hora de luz natural, mais nesse momento aí a mata tapou o sol e estávamos num ambiente que lembrava “Bruxa de Blair”. Bem sinistro e bem legal.

Desci o morro sem problema. O Naldo ia na frente e passou sem dá nem um vacilo.

Já eu quando a gente chega na parte plana o cabra leva uma queda do nada, nem eu entendi. Leseira!

Quando a mata começou a abrir vimos resquícios de civilização, nos aproximamos de uma cerca que ficou a nossa esquerda em uma imensa clareira.

Ali já vimos presença do homem na picada do mato.

Mais não parecia ser tão frequentado pois não havia lixo e o ambiente parecia está relativamente selvagem. A mata ainda bem viva.

Não deu pra tirar uma linha reta como pensamos por conta de um alagado mais a frente, tiramos muitas fotos e voltamos para a cerca, encontramos uma passagem e…

Enfim estávamos bem perto do cavalinho Mad Max. Mais antes uma pérola, ruínas de uma casa de taipa para abrilhantar um fim da trilha.

Na volta já escurecendo passamos por três cajueiros que a meninada diz ser assombrados. Quero até voltar a noite pra vê se eu vejo alguma coisa =;-]~

E caso anoiteça na trilha, temos um artigo sobre abrigos improvisados que podem ser de grande ajuda.

Caminhão abandonado no início da trilha

Conclusão

Na Mad Max fizemos um primeiro reconhecimento para definir a segunda visita. Vimos os pontos de acesso, marcamos e fotografamos para futuras expedições.

Vai fazer trilha, é bom está com alguém responsável. Pois numa hora que a emoção falar mais alto que a razão, é bom ter uma pessoa pra questionar as escolhas. Do mais, “cai dentro“!

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